segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Jardinagem Urbana


A moda da jardinagem urbana, a chamada "urban gardening", ganha cada vez mais força entre os alemães. Mensagem política, estilo de vida e busca pela natureza estão entre as possíveis causas do fenômeno.

A chamada "urban gardening" (jardinagem urbana) é uma tendência da estação e um dos temas favoritos da mídia alemã. Onde não há asfalto, como ao redor de árvores à beira da estrada, os moradores plantam flores e grama -e sem pedir permissão. Outros cultivam vegetais em terrenos baldios e alguns donos de restaurantes colocam tantos vasos diante de seus estabelecimentos, que chegam a parecer floriculturas.

Ainda não existe um termo em alemão para tal fenômeno, mas há tentativas de explicá-lo. Em 2011, saiu o primeiro livro sobre o tema: "Urban Gardening: über die Rückkehr der Gärten in die Stadt", editado por Christa Müller. O volume discute a resistência ao neoliberalismo e a busca por alternativas aos grandes supermercados. Mas quantas mensagens políticas escondem-se em uma cenoura ou em amores-perfeitos sob uma árvore de rua?

Fonte: Folha de São Paulo


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domingo, 10 de julho de 2011

Tijolo ecológico em Blangadesh

"Para reduzir as emissões de gases responsáveis pela aceleração do efeito estufa, uma nova tecnologia está sendo introduzida na fabricação de tijolos em Bangladesh. O projeto do PNUD e do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) trouxe ao país um processo mais moderno que, além de economizar energia e poluir menos que o método tradicional, proporciona melhores condições de trabalho.

O novo modelo adotado foi batizado em referência à principal etapa da fabricação dos tijolos: a queima, que transforma a massa de argila em um material de construção sólido e resistente. O forno híbrido Hoffmann (Hybrid Hoffman Kiln) foi criado na Alemanha e aperfeiçoado na China para substituir a forma tradicional poluente – e já obsoleta – de produção. Durante o projeto, o modelo foi então adaptado à estrutura local da indústria de Bangladesh. Isso possibilita que a tecnologia atual para a produção de tijolos no país asiático se torne eficiente e mais ecológica.

A rápida urbanização de Bangladesh, decorrente de um crescimento econômico constante de 5-6% nos últimos 15 anos, tem gerado uma rápida urbanização e expansão da construção civil. Como conseqüência, a demanda interna por tijolos acompanhou esse ritmo e cresceu a uma taxa semelhante, na casa de 6% ao ano.

Mesmo diante da importância econômica estratégica, as olarias em Bangladesh continuam, em grande parte, sem regulamentação. Mais de 90% dos fornos usados no processo de fabricação ainda fazem uso de procedimentos rudimentares. Além de altamente poluentes, possuem baixa eficiência energética. O alto consumo de combustíveis usados para alimentar os fornos libera anualmente 6 milhões de toneladas de gás-carbônico na atmosfera. Este resultado coloca a indústria de tijolos entre as maiores fontes emissoras de gases de efeito estufa no país. Nesse ritmo, o uso de tecnologia ultrapassada na secagem e queima de tijolos elevaria a emissão desses gases para 8,7 milhões de toneladas em 2014, um aumento de 45%.

Por economizar energia e matéria-prima, a nova tecnologia híbrida tem o potencial de otimizar a produção e ajudar a tornar Bangladesh um país mais limpo e ecológico. Se comparado a um forno tradicional, cada forno híbrido é capaz de reduzir em 5 mil toneladas a emissão de gás carbônico. A projeção é de que esta medida tenha um impacto significativo nas emissões nacionais caso esse modelo seja difundido e adotado em todo o país. Além disso, a nova estrutura de fornos e da linha de produção, proporciona melhores condições de trabalho para os operários e reforça a ideia de sustentabilidade não só econômica, mas também social e ambiental.

Fonte: PNUD


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terça-feira, 5 de julho de 2011

MBA em Gestão Ambiental




O Instituto de Pós-Graduação do Brasil - IPGB, localizado na Av। do Contorno, 6283, em Belo Horizonte, está lançando o MBA em Gestão Ambiental e Sustentabilidade, com aulas começando em agosto de 2011.

Maiores informações em: http://www.ipgb.com.br/

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Arquitetura Sustentável


Muito se fala hoje em dia de arquitetura sustentável. Ao contrário do que muitos pensam, a questão da sustentabilidade nessa atividade é bastante antiga e remonta, segundo uma arquiteta que conheço, a Antiguidade (Egito na época das pirâmides e afins). No Brasil, ela surgiu forte na década de 70, sustentando que uma construção deve alterar minimamente o meio ambiente em que está inserida. Para tanto, é importante que se utilize a maior quantidade possível de elementos de origem natural, de forma a garantir aproveitamento racional dos recursos necessários para iluminar e ventilar os ambientes; reduzindo os desperdícios nessas áreas.


Uma forma importante de se efetivar a arquitetura sustentável é optar por produtos certificados, de fornecedores legalmente estabelecidos e que busquem diminuir os impactos ambientais e das emissões de gases poluentes. Utilizam-se também reciclados e oriundos de projetos sociais.



Item que merece total atenção é a questão do descarte dos entulhos e tratamento dado aos resíduos gerados para que não afete o ambiente que circunda o imóvel.


Atualmente é possível trabalhar com a elaboração de prédios que sejam cada vez mais eficientes energeticamente. Assim, não é incomum a utilização de materiais alternativos e totalmente diferenciados do que se encontraria numa construção “não sustentável” nas áreas de iluminação e ventilação do prédio. A energia solar ou a eólica, dependendo da localidade em que se encontra a obra, são freqüentemente adotadas como formas limpas e de emissão praticamente zero; podendo assumir parte ou a totalidade da responsabilidade por esses itens.


O posicionamento da casa e a disposição das janelas conforme o deslocamento do sol no horizonte e a direção do vento são também formas interessantes de se aproveitar o que o meio ambiente tem a oferecer, evitando assim causar maior impacto no meio. O uso de vidros duplos é também um aliado importante para garantir que a casa seja bem iluminada ao longo do dia pela luz do sol sem, no entanto, permitir que o calor se instale. Esse procedimento é responsável por uma economia enorme de energia que seria gasta na iluminação e na refrigeração desses lugares.


Outro item importante para a arquitetura sustentável é a utilização racional da água nos empreendimentos. Uma questão definida como básica, é o aproveitamento da água da chuva para regar plantas e jardins; lavar as áreas externas e ser usada nas descargas sanitárias. Desta forma, a economia de água é absurda e pode chegar até a trinta por cento em relação a uma construção “normal”.

A arquitetura sustentável também tem profunda preocupação com o destino correto dos resíduos gerados na própria obra. Para isso, preconiza que os entulhos oriundos da construção podem ser usados como aterros; na fabricação de tijolos e o restante pode ser reciclado de várias outras formas e aplicado de inúmeras maneiras diferentes. Reduzindo os custos e a necessidade de descarte desses resíduos nos aterros sanitários (ou até pior; de forma errada e perigosa para o meio ambiente).

Seguindo todos os parâmetros e mantendo-se dentro das especificações da arquitetura sustentável, os prédios são avaliados e recebem um selo de acordo com os parâmetros de sustentabilidade adotados na construção. Desta forma, valoriza-se o imóvel e garante-se uma vida plena e menos estressante para toda uma comunidade. Tudo isso, graças à arquitetura sustentável.

Escrito por Bárbara Quintão Moreno
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Vidros de Controle Solar: a solução para o conforto térmico na arquitetura

Os modelos globais do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) tem mostrado que até 2100 a temperatura global pode aquecer entre 1.4 e 5.8 graus Celsius e dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) já apontam para valores acima da normal climatológica em quatro das cinco regiões do Brasil; uma realidade que causa o aumento de consumo de energia e das emissões de carbono. Tendo este cenário em vista, arquitetos e engenheiros já buscam soluções para encarar as mudanças climáticas e os vidros de controle solar aparecem como uma das boas opções para a construção civil.

Com a função principal de filtrar os raios solares por meio da reflexão da radiação, de forma seletiva, os vidros de controle solar entram no mercado para atender projetos que necessitem de um envidraçamento capaz de barrar o calor sem afetar a iluminação recebida.

Isso se deve à crescente utilização do vidro na arquitetura contemporânea. Seja em telhados, coberturas ou fachadas, é fato que as áreas envidraçadas estão cada vez maiores, não somente em espaços públicos e edifícios, como também em residências. Consequência direta dos benefícios do material que, entre outras vantagens, permite iluminação natural, reduz a utilização da luz artificial, promove a interação das pessoas com o meio externo, atua como barreira aos raios ultravioletas (UV), traz segurança, reduz a entrada de ruídos e de calor e é 100% reciclável, sendo grande aliado da sustentabilidade.

O vidro de controle solar é formado a partir da deposição de camadas de óxidos que filtram os raios solares, reduzindo deste modo a passagem dos raios UV e infravermelhos. Segundo Carlos Henrique Mattar, engenheiro e gerente de desenvolvimento de mercado da Cebrace, “quando a luz do sol chega aos vidros, uma parte desta ‘energia’ é refletida, outra parte é absorvida e outra passa direto. A relação entre estas partes varia de acordo com a cor e o tipo de vidro, por isso existem diferentes tipos de vidros de controle solar e cada um atende uma necessidade”, destaca.

“Com o avanço da tecnologia, hoje temos vidros capazes de barrar até 80% do calor, com uma entrada de luz acima de 40%, o que para o mercado brasileiro é considerado uma boa quantidade de luz, pois o país tem o dobro de incidência do hemisfério norte. Desta maneira os vidros podem contribuir substancialmente para a redução de calor no ambiente deixando-o iluminado, sem agredir o meio externo ou promover o ‘enclausuramento’ de seus ocupantes, o que reflete em uma grande economia de energia elétrica”, afirma o engenheiro.

Pode-se encontrar no mercado diferentes tipos de vidro de controle solar: coloridos, refletivos e de baixa reflexão, sendo que estes últimos se dividem em seletivos e de alta seletividade (ver box). A definição do mais adequado para cada projeto vai depender de alguns fatores, como a escolha da cor e o tamanho da área envidraçada, seguidos pela performance térmica e luminosa desejada.

O desempenho final obtido resultará do balanceamento entre a transmissão luminosa (TL%) e o fator solar (FS), índices que traduzem as diferenças e as características de cada produto. O local de aplicação do material (contemplado pela norma técnica NBR 7199) também indicará se ele deverá ser monolítico, temperado, laminado ou insulado; e as necessidades de desempenho se ele deverá ser combinado com outros vidros, agregando funcionalidades como isolamento acústico, autolimpeza e segurança.

Os locais mais indicados para a utilização dos vidros de controle solar são fachadas, coberturas, sacadas, portas e janelas, ou seja, aplicações externas onde há grande incidência de raios solares.

País Tropical


Nos países de clima tropical como o Brasil, mesmo nas regiões mais frias, não se pode deixar de lado os cuidados com os raios solares. De norte a sul do país, os vidros de controle solar são boas opções quando a necessidade é segurança e economia.


Em regiões de clima frio, como o Sul do país, os vidros de controle solar seletivos (com camada baixo emissiva), que podem ser aplicados em vidros insulados – também conhecidos como duplos -, por exemplo, conservam o calor dentro do ambiente e isolam o frio do exterior, deixando que apenas os raios luminosos entrem. Já nas regiões de clima quente, como é o caso do Norte e Nordeste, consegue-se reduzir a entrada de calor, recebendo apenas a iluminação que vem de fora e evitando que o ar condicionado do interior saia, gerando economia de energia.


Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Tipos de vidro:  Colorido: vidros float que recebem na sua composição a adição de alguns minérios que dão a coloração final ao vidro. Por ter sua massa colorida, eles absorvem parte do calor incidente em sua superfície e, com isso, diminuem a entrada do calor para o ambiente interno. Produtos Cebrace: Emerald  Refletivo: vidros de controle solar com aspecto refletivo que conseguem barrar uma boa quantidade de calor, mas, por sua característica de alta reflexão, têm em geral uma baixa transmissão luminosa. Por barrarem a entrada de calor em detrimento a entrada de luz, são considerados vidros de baixa ou média seletividade. Sua utilização garante ampla economia de energia, além de garantir uma temperatura mais amena nos ambientes não climatizados e um aspecto moderno e privativo nos edifícios. Produtos Cebrace: Reflecta Float e Cool Lite Classic  Baixa reflexão: vidros que conseguem agregar todos os aspectos de sustentabilidade, pois barram a entrada de calor ao mesmo tempo em que mantêm uma boa transmissão luminosa. Por serem bastante claros, permitem boa interação entre os ambientes internos e externos. Podemos separar os vidros com baixa reflexão entre:  Seletivos: têm um bom balanço entre o quanto barram de calor e o quanto deixam entrar de luz natural. Em geral permitem níveis ótimos de transmissão luminosa, mas ao mesmo tempo não deixam muito calor entrar no ambiente, o que garante um menor consumo no ar condicionado. Produtos Cebrace: Eco Lite e Cool Lite KNT  Alta seletividade: vidros que conseguem barrar uma quantidade de calor semelhante aos vidros mais refletivos, ao passo que permitem um nível perfeito de transmissão luminosa, garantindo um consumo energético mínimo ao edifício. Além disso, mantêm a neutralidade natural do vidro, e permitem uma ótima interação entre os ambientes internos e externos. Produtos Cebrace: Cool Lite SKN

terça-feira, 31 de maio de 2011

Jardim Vertical de Madri


O primeiro Jardim Vertical da Espanha, desenhado pelo botânico francês Patrick Blanc, decora uma das paredes da sede do edifício Caixa Fórum, em Madri.



O “muro vegetal” de Blanc também está presente em cidades como Paris, Nova York, Bangcoc e Nova Deli, mas o Jardim de Madri é um dos maiores em fachadas sem frestas. A foto abaixo mostra outro Jardim Vertical em Paris.




O Jardim Vertical espanhol ocupa uma área de 460 m² de superficie vegetal e abriga 15.000 plantas de 250 espécies, que ficam presas em um plano vertical, como um grande tapete verde.

Esta “obra viva” foi construída em um bairro movimentado de Madri, bem no Passeo do Prado, próximo do Museu do Prado e funciona como um agente ambiental que combate a poluição do ar e preserva a fachada do prédio dos efeitos do tempo. Além disso, as pessoas que por lá passeiam ficam encantadas com a beleza do Jardim...





Fonte das fotos e adaptação do texto disponível em: http://jardinactual.com/menu-revista-articulos/427-JARDIN_VERTICAL_CAIXAFORUM_(MADRID)



Na página do botânico Patrick Blanc é possível ver outras fotos e Jardins: http://www.verticalgardenpatrickblanc.com/



Escrito por Patrícia Campolina Vilas Boas
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terça-feira, 24 de maio de 2011

Construção Eficiente e ECO Business 2011: a primeira feira de Econegócios e Sustentabilidade

A ECO Business é o principal ponto de encontro para profissionais, pesquisadores e empresas dedicadas a elaboração de alternativas que garantam a maior sustentabilidade do atual sistema produtivo.

Em sua 4ª edição, a ECO Business reunirá as principais empresas fornecedoras de produtos e serviços eco sustentáveis do país. O evento ocorrerá em 1 a 3 de Junho, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

O evento contará com uma série de palestras interessantes! Acesse agora mesmo a agenda do evento e faça a sua inscrição em http://www.ecobusiness.net.br. A credencial para a feira é gratuita, não perca a chance!

http://www.gestaoambiental.ufscar.br/news/eco-business-2011/image_mini

Inscritos na Eco Business possuem 15% de desconto para anúncio no Construção Eficiente clicando aqui.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Construção Eficiente firma parceria com o Expo GBC 2011: maior evento de construção sustentável do Brasil

O Construção Eficiente firma parceria com o Expo GBC 2011, o mais importante fórum de discussão da indústria da construção sustentável.

O Expo GBC, realizado pelo Green Building Council Brasil (GBC Brasil), irá reunir empresários, executivos e profissionais do segmento de construção para debater as questões de interesse estratégico para o mercado, reforçando os benefícios e conceitos da sustentabilidade.



O ExpoGBC acontece nos dias 29, 30 e 31 de agosto, na Fecomercio, em São Paulo. Acesse o site para conferir a agenda completa do evento em www.expogbcbrasil.org.br.

Nos encontramos lá!

PS: Inscritos e parceiros do Expo GBC possuem 15% para a licença anual no Portal Construção Eficiente. Veja mais detalhes em www.construcaoeficiente.com.br/expogbc.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Construção Eficiente firma parceria com EcoHHouse


O Portal Construção Eficiente firma parceria com o Projeto EcoHHouse!

O projeto EcoHHouse, idealizado por João Barassal Neto e fundado pelas empresas JBN Eletronics, Ambiental MS e Signal System, tem o objetivo de construir uma residência ecologicamente correta e mostrar como é possível viver de uma maneira mais sustentável.

O projeto piloto servirá como modelo para as demais obras residenciais e comerciais a serem executadas por seu consórcio de empresas, tornando-se um marco na aplicação de novos conceitos e tecnologias eficientes. Por exemplo, será utilizado sistema de reaproveitamento da água da chuva, iluminação por LED e aquecimento de água por energia solar.

A casa será construída em São Paulo e as etapas de construção podem ser acompanhadas pelo www.ecohhouse.com.br.

Fachada proposta

Fachada sem reforma

Andamento da obra



PS: associados doEcoHHouse terão 15% de desconto na licença do Portal Construção Eficiente clicando aqui.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Tijolos e Meio Ambiente


Ao pesquisar na internet um assunto visando resolver a questão de um cliente me deparei com um assunto que achei muito interessante: Tijolos ecoeficientes. O que mais me impressionou é que são diversas possibilidades de se fazer tijolos que sejam sustentáveis.
O tijolo é matéria-prima básica da construção civil, independente da classe social, tipo de construção ou mesmo local, pois ele está presente na maioria das edificações. Mas para que possa ser fabricado o tijolo convencional (alvenaria) ele precisa ser cozido em fornos nas olarias e dessa forma é necessário queimar muita lenha. A titulo de exemplificação, para cada milheiro de tijolos, são necessárias aproximadamente cinco a dez árvores, que, alem de poluir a atmosfera e aumentar os desmatamentos, os tijolos convencionais agravam o efeito estufa.
O tijolo ecológico é diferente do tijolo convencional porque não precisa ser cozido em fornos, eliminando assim a utilização de lenha e a derrubada de dez árvores para a fabricação de mil tijolos. Sem lenha também não há fumaça e, por conseqüência, não há emissão de gases de efeito estufa. Além disso, sua composição é formada por terra, água e cimento.Segundo estudos realizados em todo o Brasil, o sistema construtivo dos Tijolos Ecológicos traz para a obra, de 20 até 40% de economia com relação ao sistema construtivo convencional. Um dos motivos é que não há desperdício, como neste último. “Hoje em uma obra convencional cerca de 1/3 do material vai para o lixo”.


Para que possamos tentar mostrar as vantagens desse tijolo, segue uma pequena listinha:

1. Diminui o tempo de construção em 30% com relação a alvenaria convencional, devido aos encaixes que favorecem o alinhamento e prumo da parede;
2. Estrutura - As colunas são embutidas em seus furos, distribuindo melhor a carga de peso sobre as paredes, o que cria uma estrutura muito mais segura;
3. Redução de uso de madeiras nas caixarias dos pilares e vigas em quase zero;
4. Economia de 70% do concreto e argamassa de assentamento;
5. Economia de 50% de ferro;
6. Os Tijolos Ecológicos são curados com água e sombra, diferente dos tijolos convencionais que dependem da queima de milhares de lenhas queimando em fornos e contribuindo demasiadamente com o aquecimento global e com desmatamentos;
7. Durabilidade maior do que o tijolo comum, pois chega a ser até 6 x mais resistente;
8. Alivia o peso sobre a fundação evitando gastos desnecessários com estacas mais profundas e sapatas maiores;
9. Fácil
acabamento. Se preferir não precisa rebocar e pintar, economizando mais ainda. Os Tijolos Ecológicos já possuem um lindo acabamento, semelhante aos tijolos aparentes, necessitando o uso de apenas um impermeabilizante a base de silicone ou acrílico, e rejunte flexível (varias cores da vedacit e votaran);
10.
Revestimento é simples usando-se direto sobre tijolo apenas uma fina camada (5mm) de reboco, textura, gesso ou graffiato;
11. O assentamento dos azulejos é direto sobre os tijolos;
12. Obra mais limpa e sem entulhos;
13. Acústica Como o tijolo ecológico possui dois furos, as paredes formam um isolamento acústico, diminuindo os ruídos provocados na rua para o interior da casa;
14. Isolamento Térmico (calor) – O furo dos tijolos, são importantes pois formam câmaras térmicas evitando com isso que o calor que esta do lado de fora penetre no interior da residência. Com isso a temperatura interna é inferior a externa;
15. Isolamento Térmico (frio) – Com o Frio acontece ao contrario, pois a temperatura da casa fica mais quente do que a externa;
16. Proteção de Umidade - Esses furos também propiciam a evaporação do ar, evitando com isso, a formação de umidade nas paredes e interior da construção, que causa danos à saúde e danos materiais;
17. Instalações Hidráulicas - Toda a tubulação é embutida em seus furos dispensando a quebra de paredes, como na alvenaria convencional;
18. Instalações Elétricas - Como as instalações hidráulicas, também são embutidas nos furos, dispensando conduites e caixas de luz, podendo os interruptores e tomadas serem fixados, diretamente sobre os tijolos.

Em algumas cidades do Brasil, uma tecnologia 100% brasileira vem sendo implantada com sucesso na fabricação de tijolos que não precisam ser cozidos, são auto-encaixáveis e dispensam qualquer tipo de acabamento. É o tijolo ecológico, que aproveita como matéria-prima o solo da própria fábrica, resíduos de pedreiras e cimento. Entre outras iniciativas, o tijolo ecológico inspirou um projeto de ressocialização em uma penitenciária do Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro, e é matéria-prima de conjuntos habitacionais que estão sendo construídos em algumas cidades de Rondônia, como Pimenta Bueno e Ministro Andreazza.

É possível também encontrar tijolos feitos de esterco e existe inclusive uma espécie de fábrica especializada nessa fabricação.
A empresa produz tijolos a partir de esterco de vacas, e segundo os proprietários, os produtos são mais resistentes, mais leves e muito menos prejudiciais à natureza.
Além de ajudar a natureza com a redução na emissão de CO2 na hora da fabricação, o tijolo de esterco evita a exploração de áreas para a retirada de argila. A matéria-prima é abundante e sua utilização é benéfica para a higiene dos locais.
Outro fato importante é o aumento de renda que esta prática pode trazer para os fazendeiros. Durante o processo de combustão é utilizado metano, ao invés de madeira.

Há ainda tijolos que tem na sua produção isopor. A iniciativa surgiu de empresário de Santa Catarina que recebeu encomenda de casa de praia com isolamento térmico. Logo após o início das obras, percebeu que seria impossível atender ao pedido sem estourar o orçamento previsto. Então, descobriu que uma cooperativa de reciclagem queria se desfazer de uma grande quantidade de isopor que atravancava seus depósitos. “Como o isopor é isolante térmico, achei que era possível acrescentar o material na composição dos tijolos para aproveitar esse efeito sem gastar muito”, diz o empresário, que aceitou a doação do isopor, fabricou os tijolos e os utilizou para construir a casa do cliente. A idéia deu tão certo que foi criada uma fábrica especializada nesse tipo de fabricação de tijolos, que são sem sombra de duvidas sustentáveis.

Alem de aproveitar resíduos de pedreiras e cimento, conforme anteriormente comentado, há a possibilidade de fabricar tijolos que utilizem 40% de sua constituição com resíduos de construção civil. Segundo um estudo de profissionais da área realizado em São Paulo (que pode ser visto nesse link: http://www.ppgec.feis.unesp.br/producao2004/Engenharia%20sustent%E1vel%20-%20Aproveitamento%20de%20res%EDduos%20de%20constru%E7%E3o%20na%20composi%E7%E3o%20de%20tijolos%20de%20solo-cimento.pdf) a qualidade e resistência são bastante similares.

Tem ate tijolo de plástico, que foi apresentado em Milão, na semana de Design: feito de plástico reciclado. Segundo a fabricante inglesa, as peças podem ser utilizadas na construção de casas e até prédios. Cada tijolo tem 33 centímetros de comprimento por 25 de altura. Para montar uma casa, basta ir encaixando um no outro, tal qual no Lego, clássico brinquedo de construção.
Como são leves – cada peça pesa, no máximo, cerca de 3 quilos – e dispensam materiais como vigas de metal e cimento, os tijolos exigem menos transporte e processos industriais, o que alivia a emissão de poluentes. A fabricante garante que os tijolos oferecem isolamento térmico e acústico, e até proteção contra terremotos.

Existe ainda o tijolo feito de lodo retirado de ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) industriais. A “tecnologia” foi desenvolvida por estudantes de engenharia de Produção Civil da Uniube (Universidade de Uberaba), foi aprovada e venceu o concurso Mãos à Obra/Precon, cuja premiação foi anunciada durante o Minascon/Construir Minas 2010, principal evento da construção civil e que é uma iniciativa da Câmara da Indústria da Construção da Fiemg. A idéia surgiu quando os estudantes viram os resíduos gerados na região como uma boa opção. O que mais chamou a atenção foi o lodo dos decantadores das Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) das indústrias, que usaram como matéria-prima na fabricação de tijolos destinados à construção de habitações de interesse social.

Bárbara Quintão Moreno (http://www.ecomeninas.blogspot.com/)

Fontes:
http://www.mundosustentavel.com.br/globo040307.asp